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Relação amorosa com um autista é viável?

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Relação amorosa com um autista é viável?

Em "Amor à Vida", Rafael (Rainer Cadete) está cada vez mais encantado por Linda (Bruna Linzmeyer) que, à sua maneira, também começou a nutrir um sentimento especial pelo advogado. Apesar da contrariedade de Neide (Sandra Corveloni), sua mãe, a autista terá apoio do pai, Amadeu (Genézio de Barros), para estreitar o vínculo com o rapaz, pois nota que Rafael desperta Linda da apatia habitual.

Tudo indica que, apesar do preconceito de personagens como Leila (Fernanda Machado), a irmã de Linda, os dois vão mesmo superar as diferenças e viver um romance na trama de Walcyr Carrasco. Nos próximos capítulos da novela das 21h.

Não dá para negar que o estranhamento provocado pelo namoro entre Rafael e Linda ultrapassa as fronteiras da ficção. Ao vê-los juntos na TV, vem a pergunta: na vida real, é possível uma relação dessas acontecer e dar certo?

A dúvida é comum, afinal, os autistas vivem em um mundo particular e têm enorme dificuldade de interagir, estabelecer laços afetivos, se comunicar. Linda, por exemplo, se expressa usando monossílabos e necessita constantemente da mãe para realizar atividades diárias. Por apresentar diversos níveis e pelo fato de o autismo ainda ser objeto de estudo de especialistas do mundo todo, a doença nem sempre é de fácil detecção.

Há pessoas que descobrem o transtorno com mais de 40 anos de idade, quando percebem algum grau mais severo em um filho, por exemplo. Em alguns casos, o autismo passa despercebido, pois, em níveis mais leves, suas características são confundidas com timidez ou introversão. 

 

 

Para o psiquiatra Gustavo Giovannetti, coordenador do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), como cada caso tem suas especificidades, é difícil avaliar a vida afetiva e sexual de um autista sem conhecer sua trajetória, seu contexto familiar, quem e como é o objeto de seu interesse, seus progressos e suas dificuldades.

"A novela é uma obra de ficção, portanto, tem licença poética para mostrar seus personagens. Abordar um assunto como a sexualidade dos autistas fora de um contexto específico pode ser uma fala superficial e acabar trazendo mais confusão do que esclarecimento", diz.

Devido ainda à variedade de sintomas e de intensidade que o paciente pode apresentar, cada pessoa autista age de um jeito, é única. Suas conquistas vão depender, além de suas potencialidades, do suporte familiar e ambiental e do tratamento recebido.

"O autismo dificulta o reconhecimento das emoções, justamente pela dificuldade de compreender os sinais da linguagem verbal e não verbal. Entretanto, uma pessoa com autismo não é incapaz de sentir e poderá experimentar emoções possíveis a todas as pessoas. Porém, essas emoções serão expressadas de diferentes formas, caso a caso", diz Gustavo.

Para a psiquiatra Letícia Calmon Drummond Amorim, da AMA (Associação de Amigos do Autista), de São Paulo, não há problema nenhum em pessoas com autismo se relacionarem afetivamente com pessoas sem psicopatologia.

"Isso acontece de maneira natural, como ocorre nas relações afetivas de qualquer um. E os portadores de quadros que não apresentam deficiência intelectual grave associada podem formar uma família e ter vida sexualmente ativa", afirma.

Segundo a neuropsicóloga Joana Portolese, da entidade Autismo & Realidade, de São Paulo, isso não descarta, porém, o acompanhamento de um médico especializado para dar determinadas orientações. "O autista, em geral, não gosta muito de toques, de abraços. Alguns têm dificuldade de olhar nos olhos e a maioria não percebe as intenções do outro, tanto para o bem quanto para o mal. Não existe malícia".

Dessa forma, o autista precisa saber antes o que esperar do sexo, como usar um preservativo, compreender como e por que o parceiro vai agir de determinada forma. "É muito complexo e essa interação funciona de um determinado jeito para cada casal. E os autistas sabem, sim, o que é amor, desejo, vontade, saudade... Só não sabem nomear esses sentimentos e expressá-los", diz.

Para o membro do casal que não apresenta o transtorno, informação é tudo. Ele precisa conhecer a fundo características do autismo para suprir as necessidades do par e lidar com as principais dificuldades. Em alguns casos, acaba assumindo a função de cuidador, que antes era do pai ou da mãe. "Mas isso não significa deixar o autista totalmente dependente, mas conduzi-lo e incentivar seus progressos", diz Joana.

Levar adiante esse relacionamento, então, implica deixar certas coisas de lado pelo bem do outro? "Todo relacionamento requer, em algum momento, abrir mão de alguma coisa. Isso depende muito mais da dinâmica estabelecida pelos dois e varia de casal para casal", afirma Leticia.

Para a neuropsicóloga Joana, no entanto, quem deseja trilhar o mesmo caminho que o advogado Rafael de "Amor à Vida" deve estar disposto, no mínimo, a decifrar as manifestações amorosas que recebe, já que palavras e alguns tipos de carinhos não costumam fazer parte do repertório de muitos autistas. Para eles, a oportunidade de vivenciar experiências amorosas saudáveis, com parceiros disponíveis emocionalmente, é uma chance de evoluir e ter uma rotina com mais qualidade de vida e felicidade.


Mais uma polêmica que devemos discutir. Contribua com o debate.

Criador: Equipe O Polêmico

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/11/08/relacao-amorosa-com-um-autista-e-viavel-veja-opinioes-e-de-a-sua.htm
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